CASE DE SUCESSO - Depoimento de uma paróquia que fortaleceu sua administração com a ServoFiel
Em forma de depoimento, acompanhe como a ServoFiel ajudou uma paróquia de Salvador, na Bahia, a otimizar e fortalecer sua administração eclesial.
Gestão Eclesial
03.07.2019 | 9 minutos de leitura

Administrar um negócio não é, nem de longe, tarefa fácil. Para as paróquias, não é diferente. Veja, a seguir, o depoimento do padre Marcos Venicius Studart Farias, cjm da Paróquia Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida em Salvador/BA, que viu no uso das tecnologias da Gestão Fiel uma oportunidade de potencializar as ações pastorais e abrir novos horizontes para o planejamento e execução de projetos no âmbito eclesial. 1. Contando sobre o trabalho realizado e os resultados obtidos
A Paróquia – Santuário Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi criada no dia 12 de agosto de 2000 e foi elevada a Santuário no dia 12 de outubro de 2017. Está situada próximo a uma área da cidade de Salvador, em plena expansão. Somos uma “paróquia vertical”, em sua grande parte, formada por condomínios que constituem grandes agrupações de moradores. Neste momento, contamos com 28 grupos de movimentos e atividades pastorais. Temos celebrações eucarísticas de segunda a sexta (nos períodos da manhã e noite), uma no sábado e cinco celebrações no domingo. Passam, a cada final de semana, uma média de 4.500 pessoas pela paróquia.
Diante da presença tão marcante de fiéis devotos de Nossa Senhora Aparecida, me perguntava o porquê de, mesmo assim, o dízimo ser tão baixo, em fevereiro de 2018 foram R$15.000,00. Vivemos em uma cidade onde as pessoas buscam ser autênticas em sua experiência de fé e gostam de colaborar com alegria nos projetos da Igreja. Então, o que estava acontecendo? Por que nossos recursos eram tão escassos? Foi aí que me debrucei sobre esta pergunta, discernindo que o problema estava no processo educativo. Faltava conscientização das pessoas sobre a importância de participar de uma forma mais comprometida, de dar o passo, de dar seu voto de confiança na providência de Deus. É como ensinar uma criança a andar de bicicleta: nos primeiros momentos você está junto, mas depois, ela aprende a andar sozinha porque já sabe pedalar. Contudo, é preciso começar, falar do assunto, dar a ela uma bicicleta para, só então, deixar que siga com confiança e atinja sua própria velocidade.
O outro aspecto é o da estratégia. Se faz necessário um método, um caminho a ser seguido e, este caminho, para nós e para nossa arquidiocese, foi através do uso da ferramenta ServoFiel, porque une evangelização com tecnologia para partilha. Que bonito perceber que as novas tecnologias, reforçadas pela mídia e redes sociais podem ser um instrumento a nosso favor na construção do Reino de Deus. Foi isso que constatamos com a implantação deste sistema. Unimos campanhas educativas a estratégias inteligentes de captação de recursos. 2. O desejo de externar para outras comunidades para que também possam crescer na administração

Este case de sucesso não começou aqui. Na arquidiocese, outras duas paróquias foram as precursoras e já haviam feito essa opção. Por meio das indicações do padre Luís Moreira Simões de Oliveira (Paróquia Nossa Senhora da Vitória, bairro Vitória/ Salvador-BA) e do padre Paulo Nunes Santos (Paróquia Nossa Senhora de Fátima, bairro Stella Maris/ Salvador-BA), bem como dos leigos envolvidos com o projeto nessas comunidades, busquei mais informações a ponto de me tornar um promotor desta novidade. Hoje, temos muita transparência na arrecadação dos recursos devido ao uso da tecnologia. Nossa dimensão pastoral-econômica tornou-se mais desafiadora e, ao mesmo tempo, mais fácil. É importante ressaltar que, em fevereiro deste ano, tivemos um aumento de 400% no recebimento de dízimos, potencializando nossa ação pastoral e abrindo nosso horizonte para o planejamento e execução de projetos no âmbito eclesial.
Para chegarmos até aqui, algumas etapas foram superadas. A primeira delas foi ter a consciência de que o processo que estávamos realizando já não respondia às necessidades da Pastoral do Dízimo nos tempos de hoje. Havia filas no recebimento do dízimo e, nós sabemos que muitas pessoas não têm paciência para ficar em filas. Por isso, essa situação desestimulava a contribuição. Com a implantação da tecnologia, observamos que houve uma redução no tempo de atendimento ao dizimista de uma forma espetacular. O segundo ponto que gostaria de destacar, é em relação a carência de argumentos. O agente de pastoral precisa ser uma pessoa consciente da importância de ser dizimista, uma vez que, quando as pessoas chegam na igreja, elas querem sentir confiança, e também realizar algo num ambiente de confiança. Então, a primeira pessoa que deve acreditar que aquele dízimo é importante para a manutenção da igreja, para as obras de evangelização e outros destinos, é o próprio agente de pastoral. Essa confiança que ele vive e experimenta, será transmitida pela sua forma de agir, de olhar e de dar atenção.
Um terceiro ponto que merece destaque é o trabalho realizado pela equipe de pastoral, o qual não pode cair na rotina. A cada dia, o Espírito Santo suscita o novo para mostrar. Deus conta com a devolução do dizimista para construir o novo na história, o novo do alimento que chega na vida de quem não tem pão, o novo da ação litúrgica santificadora, o novo de um mundo que se torna solidário por meio da nossa doação fraterna. Assim, a Pastoral do Dízimo se torna uma pastoral onde a novidade de Deus acontece e, onde o Espírito Santo faz novas todas as coisas. E o que é fazer novas todas as coisas? É dar um sentido àquela oferta, àquela devolução, aquele dom que oferecemos a Deus por meio da Igreja. Isso é uma mentalidade nova: o dinheiro deixa de ser um instrumento de escravidão para ser um instrumento de serviço. Neste aspecto, uma Pastoral do Dízimo formada por pessoas conscientes do sentido da doação leva as pessoas a conhecerem a verdadeira essência de ser dizimista, transcendendo a dimensão de uma pastoral prestadora de serviço e recolhedora de recurso para uma dimensão evangelizadora e missionária. Os agentes precisam estar cientes de sua capacidade e envergadura missionária.
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Outra situação que percebemos é que, entre as próprias pessoas da Pastoral do Dízimo havia uma desinformação muito grande. Elas não sabiam dos horários de missa, também não conheciam a destinação dos valores que eram arrecadados, não sabiam argumentar a importância do dízimo. A desinformação provoca insegurança e desmotivação. Uma vez resolvida essa questão, a equipe sentiu-se empoderada e motivada. Daí a importância de cada agente de pastoral acreditar naquilo que faz, pois, seu testemunho levará outros a acreditarem também.
Outra ação realizada foi falar sobre o dízimo nas missas, lembrando dos dizimistas nas intenções, ofertório e avisos no final da celebração. Penso ser importante fortalecer os que já são dizimistas e, ao mesmo tempo, despertar no coração de quem ainda não é, o desejo de ser. Há muitas pessoas que não são dizimistas porque têm medo: de falhar, de ficar sem dinheiro no mês e, por isso, não querem assumir aquele compromisso, preferem trazer suas ofertas esporadicamente. Se faz necessário apresentar o "ser dizimista" de uma maneira mais leve, tirando o peso da obrigatoriedade, de um valor ou porcentagem específicos para que elas possam, na liberdade, exercer a sua caridade. Tenho falado no ofertório, oferecendo a Deus, a vida de cada um e também no momento dos avisos, fazendo uma chamada de acolhimento para todos os dizimistas, os quais foram ouvindo, respondendo e, graças a Deus, hoje evoluímos bem neste aspecto.
Também é muito importante fazer reuniões com as equipes da Pastoral do Dízimo, trabalhando a humanidade das pessoas. Muitas vezes, nós, padres, vemos as pessoas voluntárias como "funcionários" da Igreja e não é bem assim. Aqui nós trabalhamos a dinâmica do "pertencer" à Igreja, de "ser" Igreja.
Ainda, existe uma última situação a ser abordada. Tenho muita convicção de que a palavra do sacerdote é fundamental. Neste momento, estou em Salvador como responsável para fazer a animação do dízimo em 11 paróquias de minha região, que compõem uma forania. O que percebo é que, alguns leigos se queixam dos padres que não falam sobre o dízimo. Por outro lado, os padres se queixam dizendo que a responsabilidade desta missão seria dos leigos e, que toda a situação precisaria ser melhor estruturada. É necessário construir um diálogo franco, aberto e generoso entre o pároco e os agentes da Pastoral do Dízimo, uma vez que essa comunicação colabora com a unidade do que será dito aos dizimistas. Precisa haver uma sintonia entre aquilo que o padre pensa e quer para sua paróquia e, o que os leigos desejam fazer como estratégia. Vale a pena investir na aproximação do diálogo e de novas metodologias.
Tenho plena consciência de que, dentro da comunidade, se esconde todo o potencial de crescimento de uma paróquia, fazendo-se necessária a busca por esses talentos em potencial. Outro elemento muito importante: ter uma equipe de Pastoral do Dízimo que ame a Igreja e acredite no projeto dela. Muitas vezes, em nossas paróquias os agentes de pastoral são os primeiros a não acreditarem e desmotivarem os fiéis no exercício da partilha. Quando sou generoso e sei partilhar, estou dizendo para mim mesmo que é possível ser bom e, assim, tornar as coisas ao meu redor, melhores pela força do bem. 3. Contribuindo para a paz do sacerdote avançar nas questões pastorais

Esta ação contribui para o crescimento da evangelização e, para que os sacerdotes possam dedicar mais tempo naquilo que lhe é próprio. Dessa maneira, não gastando seu tempo na promoção de constantes bingos, rifas e festas que muitas vezes não trazem o resultado esperado numa perspectiva integral. Também gera nos fiéis uma consciência da responsabilidade de participar na vida da Igreja de uma forma comprometida, perseverante e constante.
Neste momento, já podemos contar com todo suporte que consiste no acompanhamento da equipe de missionários da ServoFiel, um blog com diversas mensagens e vídeos de promoção e formação para o dízimo, além de um aplicativo para smartphones. Convido a todos para que façam a experiência e me coloco à disposição para testemunhar o sucesso aqui alcançado.
E você, o que achou?Conheça mais sobre as soluções da ServoFiel clicando aqui ou acesso os sites: DizimoFiel e SouDizimista!



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